Curitiba - A Polícia Federal de Curitiba está interligada aos dados da Polícia Internacional (Interpol). O novo sistema de comunicação on-line foi implantado ontem na capital e a Polícia Federal já está incluindo um traficante israelense no banco de dados de criminosos. O principal objetivo do sistema é ajudar no combate ao crime organizado e ao terrorismo. Outros dois municípios paranaenses também estão integrados aos dados da Interpol: Foz do Iguaçu, que teve o sistema implantado anteontem, e Paranaguá, que terá a implantação hoje. Paranaguá e Foz do Iguaçu foram escolhidos porque são considerados pontos de entrada de estrangeiros, e Curitiba por ser a capital.
O sistema vai controlar a movimentação de foragidos internacionais, veículos roubados, cartões de crédito e passaportes falsos, contando também com um cadastro de obras de arte roubadas e crianças desaparecidas. O policial cadastrado poderá checar dados de um determinado veículo ou pessoa suspeita, verificar a autenticidade de documentos, em qualquer terminal de computador nas fronteiras, aeroportos e delegacias federais.
O sistema inclui 181 países e começou a ser implantado no Brasil em março. O Brasil foi o 12º país a instalar o sistema que está presente nos estados do Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Pernanbuco, Ceará e no Distrito Federal, onde são centralizadas as informações. Segundo Armando de Assis Possa, coordenador geral de Polícia Criminal Internacional da Interpol, o sistema conta com dispositivos de alta segurança, impedindo a ação de hackers e garantindo o acesso ao sitema somente por pessoas autorizadas.
De acordo com Possa, o sistema já cadastrou no Brasil 50 mil passaportes roubados e 29 presos estrangeiros. Neste mês, a Interpol cadastrou 511 obras de arte roubadas e, apenas nesta semana, 164 criminosos procurados internacionalmente.

mockup