Rio, 24 (AE) - A Polícia Federal fará amanhã (25) uma varredura no Museu de Arte Moderna (MAM), onde estarão reunidos 45 chefes de estado para a Cimeira América Latina e Caribe União Européia. "Nossa maior preocupação é evitar um atentado a bomba", afirmou o delegado regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Flávio Furtado.
Hoje à noite será feita uma varredura no hotel Meridien, onde ficarão hospedadas dezenas de autoridades. "Usaremos equipamentos de última geração para examinar qualquer tipo de material suspeito, achado nas buscas", informou Furtado. Depois de feita a varredura no MAM, policiais federais ocuparão a área do museu para uma operação que chamam de "preservação do local". Ao todo, 400 homens da Polícia Federal estarão de plantão no MAM. A PF manterá ainda um plantão de 12 peritos especialistas em bombas. Além de detectar bombas, a varredura tem por objetivo descobrir outras possíveis ameaças às autoridades, como, por exemplo, substâncias tóxicas que possam ser colocadas em suas comidas.
A coordenadora executiva da Cimeira, Maria Celina de Azevedo Rodrigues, disse hoje que a montagem do evento custou aproximadamente R$ 4,5 milhões. "Deixamos de gastar R$ 2,2 milhões em função das parcerias que estabelecemos", disse. Segundo Maria Celina, foram estabelecidas parcerias com a Microsoft, a Petrobrás, a Embraer, a Telefônica Celular, Anfavea
entre outros. "Carros, combustível, celulares, programas de computador foram cedidos", explicou.
A parceria com a Embraer possibilitou a vinda de 11 chefes de estado do Caribe. Uma aeronave 707 da Força Aérea Brasileira (FAB) trará as autoridades. Os gastos com combustível, tripulação e alimentação ficam por conta da Embraer. "Nosso objetivo era facilitar a participação do Caribe", afirmou Maria Celina. "Sem isso, eles teriam dificuldade de transporte." Os onze se encontrarão em Port Spain, em Trinidad Tobago, de onde partem juntos, para evitar baldeações, às 5h45 de segunda-feira. Eles retornam na terça-feira à noite.

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