A direção geral da Polícia Federal em Brasília enviou ontem para Foz do Iguaçu helicópteros, lanchas e 120 homens na tentativa de coibir o tráfico de drogas, armas e envio de carros roubados ao exterior. O comando da operação descartou a hipótese de o grupo ter sido organizado para fechar a Estrada do Colono.
As informações foram passadas ontem pelo delegado-chefe da PF em Foz, Joaquim Cláudio Figueiredo Mesquita, juntamente com o delegado-executivo e responsável pela ‘‘Operação Porto Belo’’, Sinomar Maria Neto. O contingente, composto por delegados, agentes e escrivães, se uniu aos 30 policiais da cidade para realizar investigações, buscas, e apreensões durante 15 dias. ‘‘Encerrado este prazo, vamos fazer uma avaliação e decidir se prorrogaremos a operação. Ela pode ser estendida por até 45 dias’’, disse Neto. Ele apresentou dados de maio relativo às apreensões realizadas na fronteira (1,4 mil quilos de maconha e 19 quilos de crack).
O delegado-chefe também insistiu em tranquilizar os moradores ribeirinhos da Estrada do Colono, onde um trecho de 17,6 quilômetros entre Serranópolis do Iguaçu e Capanema corta o Parque Nacional do Iguaçu, área de preservação permanente. ‘‘Houve muita especulação ligando a operação com o suposto fechamento da via, mas posso garantir que não há, no momento, qualquer determinação de Brasília sobre o assunto’’, destacou Mesquita. O anúncio da chegada de dezenas de policiais federais ao oeste do Estado preocupou os prefeitos de Medianeira, Capanema e Serranópolis do Iguaçu, que insistiram em se reunir com o delegado Mesquita ainda na noite de anteontem. ‘‘Conversei com as autoridades e repeti a informação: não há qualquer preparação para fechar a estrada.’’
A Estrada do Colono funciona ilegalmente há três anos. A Justiça Federal já determinou o fechamento da via, mas as autoridades policiais sempre argumentam falta de efetivo para acatar a ordem judicial.

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