Rio de Ja­nei­ro- A PF (Po­lí­cia Fe­de­ral) in­for­mou que as ­duas ope­ra­ções de­fla­gra­das on­tem, con­tra o trá­fi­co de dro­gas sin­té­ti­cas, re­pre­sen­tam a ­maior ­ação con­tra es­se ti­po de en­tor­pe­cen­te já rea­li­za­da no Bra­sil. Até o fim da tar­de, 70 pes­soas já fo­ram pre­sas. A es­ti­ma­ti­va é de que os gru­pos mo­vi­men­ta­vam R$ 1 mi­lhão por mês. ‘‘Pe­la quan­ti­da­de de pre­sos e pe­lo tem­po que du­ra­ram as in­ves­ti­ga­ções es­sas ­duas ope­ra­ções re­pre­sen­tam a ­maior ­ação já fei­ta pe­la PF no com­ba­te ao trá­fi­co de dro­gas sin­té­ti­cas no ­país’’, afir­mou Mar­cel­lo Di­niz, che­fe da Di­vi­são de Re­pres­são a En­tor­pe­cen­tes, res­pon­sá­vel pe­la coor­de­na­ção das ope­ra­ções.
  Se­gun­do a PF, a ope­ra­ção No­cau­te -em re­fe­rên­cia ao fa­to de os en­vol­vi­dos se­rem, em par­te, lu­ta­do­res- foi res­pon­sá­vel por 32 pri­sões, en­quan­to a ope­ra­ção Tri­lha Al­bis -por re­me­ter a uma mar­ca de mo­chi­la uti­li­za­da pa­ra es­con­der a dro­ga-pren­deu 21 sus­pei­tos, em sua maio­ria jo­vens de clas­se mé­dia al­ta.
  No ba­lan­ço das ­ações rea­li­za­das on­tem, fo­ram apreen­di­dos se­te car­ros, ­três mo­to­ci­cle­tas e com­pu­ta­do­res. Ao lon­go dos dez me­ses de in­ves­ti­ga­ções, fo­ram apreen­di­dos ao me­nos 112 mil com­pri­mi­dos de ecs­tasy e ou­tros 115 mil mi­cro­pon­tos de LSD, ­além de dro­gas di­ver­sas.
  As in­ves­ti­ga­ções tam­bém apon­ta­ram for­mas di­fe­ren­tes de ­agir en­tre as ­duas qua­dri­lhas. Os en­vol­vi­dos na ope­ra­ção No­cau­te cons­ti­tuíam em uma re­de de trá­fi­co fun­cio­nan­do em um es­que­ma de coo­pe­ra­ti­vas, en­quan­to os en­vol­vi­dos da ope­ra­ção Tri­lha Al­bis ­eram ­mais or­ga­ni­za­dos e atua­vam nos mol­des de uma or­ga­ni­za­ção cri­mi­no­sa. A PF tam­bém des­ta­ca que os en­vol­vi­dos na ope­ra­ção No­cau­te am­plia­ram tam­bém as ope­ra­ções pa­ra o tra­fi­co de ar­mas.
  Cer­ca de 300 po­li­ciais par­ti­ci­pa­ram das ope­ra­ções, sen­do 220 no Rio. A PF in­for­mou que os in­qué­ri­tos tra­mi­tam em se­gre­do de jus­ti­ça e os en­vol­vi­dos po­dem pe­gar até 20 ­anos de pri­são. ­Eles de­vem res­pon­der pe­los cri­mes de trá­fi­co de dro­gas, as­so­cia­ção pa­ra o trá­fi­co e trá­fi­co in­ter­na­cio­nal.
Ope­ra­ções
  Os tra­ba­lhos da PF ho­je ocor­rem em oi­to Es­ta­dos e no Dis­tri­to Fe­de­ral. No to­tal, 61 man­da­dos de pri­são fo­ram ex­pe­di­dos pe­la Jus­ti­ça. No Rio, cin­co dos sus­pei­tos já es­ta­vam pre­sos por ou­tros cri­mes, e os man­da­dos fo­ram apre­sen­ta­dos nos pre­sí­dios de ­Água San­ta (zo­na nor­te), Ban­gu (zo­na oes­te) e na 73º DP (Ne­ves).
  A PF ­atua em se­te re­giões do Es­ta­do: em Ni­te­rói e nos bair­ros de Co­pa­ca­ba­na e La­goa (zo­na sul do Rio); Bar­ra da Ti­ju­ca e Re­creio dos Ban­dei­ran­tes (zo­na oes­te), em Vi­la Isa­bel e na ­Ilha do Go­ver­na­dor (zo­na nor­te). Fa­mi­lia­res dos pre­sos e ad­vo­ga­dos per­ma­ne­cem na Su­pe­rin­ten­dên­cia da PF, mas ne­nhum de­les ­quis fa­lar so­bre o ca­so.
  As in­ves­ti­ga­ções das ­duas ope­ra­ções ti­ve­ram iní­cio no co­me­ço de 2008. A Tri­lha Al­bis era com­pos­ta por ami­gos que sur­fa­vam des­de crian­ça e re­sol­ve­ram ga­nhar a vi­da com cri­mes di­ver­sos. Es­co­lhe­ram o trá­fi­co in­ter­na­cio­nal e são apon­ta­dos no es­que­ma re­ve­la­do pe­la Po­lí­cia Fe­de­ral co­mo os res­pon­sá­veis pe­la ‘‘lo­gís­ti­ca ­internacional’’ da ope­ra­ção. ­Eles che­ga­ram a ser in­ves­ti­ga­dos em 2004 mas à épo­ca o in­qué­ri­to foi ar­qui­va­do.
  A No­cau­te en­glo­ba­va uma re­de de ami­gos que lu­ta­vam jiu-jit­su e já pra­ti­ca­vam ir­re­gu­la­ri­da­des en­vol­ven­do dro­gas e ar­mas há cer­ca de oi­to ­anos. ­Eles cui­da­vam da dis­tri­bui­ção no ‘‘­varejo’’ da dro­ga.

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