PF faz maior ação contra drogas sintéticas
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Diana Brito<br> Folhapress 
Rio de Janeiro- A PF (Polícia Federal) informou que as duas operações deflagradas ontem, contra o tráfico de drogas sintéticas, representam a maior ação contra esse tipo de entorpecente já realizada no Brasil. Até o fim da tarde, 70 pessoas já foram presas. A estimativa é de que os grupos movimentavam R$ 1 milhão por mês. Pela quantidade de presos e pelo tempo que duraram as investigações essas duas operações representam a maior ação já feita pela PF no combate ao tráfico de drogas sintéticas no país, afirmou Marcello Diniz, chefe da Divisão de Repressão a Entorpecentes, responsável pela coordenação das operações.
Segundo a PF, a operação Nocaute -em referência ao fato de os envolvidos serem, em parte, lutadores- foi responsável por 32 prisões, enquanto a operação Trilha Albis -por remeter a uma marca de mochila utilizada para esconder a droga-prendeu 21 suspeitos, em sua maioria jovens de classe média alta.
No balanço das ações realizadas ontem, foram apreendidos sete carros, três motocicletas e computadores. Ao longo dos dez meses de investigações, foram apreendidos ao menos 112 mil comprimidos de ecstasy e outros 115 mil micropontos de LSD, além de drogas diversas.
As investigações também apontaram formas diferentes de agir entre as duas quadrilhas. Os envolvidos na operação Nocaute constituíam em uma rede de tráfico funcionando em um esquema de cooperativas, enquanto os envolvidos da operação Trilha Albis eram mais organizados e atuavam nos moldes de uma organização criminosa. A PF também destaca que os envolvidos na operação Nocaute ampliaram também as operações para o trafico de armas.
Cerca de 300 policiais participaram das operações, sendo 220 no Rio. A PF informou que os inquéritos tramitam em segredo de justiça e os envolvidos podem pegar até 20 anos de prisão. Eles devem responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e tráfico internacional.
Operações
Os trabalhos da PF hoje ocorrem em oito Estados e no Distrito Federal. No total, 61 mandados de prisão foram expedidos pela Justiça. No Rio, cinco dos suspeitos já estavam presos por outros crimes, e os mandados foram apresentados nos presídios de Água Santa (zona norte), Bangu (zona oeste) e na 73º DP (Neves).
A PF atua em sete regiões do Estado: em Niterói e nos bairros de Copacabana e Lagoa (zona sul do Rio); Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes (zona oeste), em Vila Isabel e na Ilha do Governador (zona norte). Familiares dos presos e advogados permanecem na Superintendência da PF, mas nenhum deles quis falar sobre o caso.
As investigações das duas operações tiveram início no começo de 2008. A Trilha Albis era composta por amigos que surfavam desde criança e resolveram ganhar a vida com crimes diversos. Escolheram o tráfico internacional e são apontados no esquema revelado pela Polícia Federal como os responsáveis pela logística internacional da operação. Eles chegaram a ser investigados em 2004 mas à época o inquérito foi arquivado.
A Nocaute englobava uma rede de amigos que lutavam jiu-jitsu e já praticavam irregularidades envolvendo drogas e armas há cerca de oito anos. Eles cuidavam da distribuição no varejo da droga.


