PF faz apreensão recorde de LSD
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terça-feira, 18 de março de 2008
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Polícia Federal realizou ontem, em Curitiba, a maior apreensão de LSD do Paraná e uma das maiores do País. Dez mil pontos da droga foram encontrados com um promotor de festas da Capital, que havia acabado de desembarcar de Amsterdã (Holanda), onde comprou o entorpecente. Além dele, foram presos dois catarinenses que haviam financiado a viagem e receberiam parte da droga.
Segundo a assessoria de imprensa da superintendência da PF no Paraná, as investigações sobre o promotor de eventos Guilherme Barboza Menezes, 22 anos, começaram no fim de 2007, a partir de dados colhidos pelo setor de inteligência da instituição. Entre as informações, chamou a atenção dos policiais uma viagem para Amsterdã, marcada para o último dia 6. Na madrugada de ontem, Menezes voltou ao Brasil e, ao desembarcar no Aeroporto Afonso Pena, na Região Metropolitana de Curitiba, foi seguido por uma equipe da PF até sua casa, no bairro Cajuru.
Por volta das 3 horas da madrugada, um Ford Fiesta, com placas de Rio do Sul (SC) e ocupado por duas pessoas, chegou à residência. Menezes embarcou no veículo, que minutos depois foi abordado pelos policiais federais. Em uma mochila carregada pelo promotor de eventos, os agentes encontraram os 10 mil pontos de LSD. Além dele, foram presos os outros dois ocupantes do carro: o comerciante Taurino José Onofre Machado Filho, 32 anos, morador de Camboriú (SC); e o surfista profissional Joel Teixeira de Melo Junior, 27 anos, residente em Itajaí (SC).
Interrogado pela PF, Menezes afirmou que comprou o LSD em Amsterdã por 10 mil euros (cerca de R$ 27,1 mil). Ele contou que a viagem e suas despesas na Europa foram pagas por Machado Filho e Melo Junior. Disse ainda que sua intenção era vender a droga em casas noturnas e em festas ''rave'' de Curitiba. Além disso, parte da droga seria levada a Santa Catarina. Segundo Menezes, cada ponto da droga seria revendido por R$ 10, o que lhe renderia no total R$ 100 mil. O LSD, sigla para a substância sintética dietilamida do ácido lisérgico, ganhou popularidade nos anos 1960. Seu uso produz alterações no cérebro, provocando alucinações. Nos últimos anos, a droga voltou a ser consumida principalmente por frequentadores de festas de música eletrônica.
O trio preso em Curitiba foi autuado em flagrante por tráfico internacional de entorpecentes, crime cuja pena pode variar de 5 a 20 anos de detenção. Além do LSD, foram apreendidos com os acusados cinco aparelhos celulares, quatro chips para esses telefones, o veículo onde estavam os detidos e pequenas quantidades de maconha e cocaína.


