PF e Saúde prometem ação
A Polícia Federal pretende averiguar a autenticidade dos medicamentos Viagra e Pramil 50mg que estão sendo comercializados clandestinamente em Londrina. O delegado João Luiz do Prado aponta quatro possibilidades de crime: venda de medicação falsa, contrabando, venda irregular ou até mesmo receptação, na hipótese de o medicamento ser roubado. Ele diz ser necessária a ação por parte da saúde pública, na fiscalização e apreensão destes medicamentos.
Já a Vigilância Sanitária de Londrina também aguarda um apoio da Polícia Federal para agir. A venda do Viagra e Pramil por telefone é do conhecimento da Vigilância, segundo o farmacêutico Sérgio Ogawa, desde o início do ano. ''Sabemos que a pessoa não fornece o endereço e entrega em casa. Nós até chegamos a localizar uma casa onde estariam sendo vendidos estes remédios, mas precisamos do apoio da Polícia Federal e mandado judicial para entrar'', explica.
O farmacêutico reconhece que a venda clandestina de remédios para impotência é tão comum quanto a de outros medicamentos, como os abortivos, mas não soube dizer quantas apreensões o órgão promoveu nos últimos anos. No ano passado a Folha denunciou a venda ilegal do medicamento Citotec, indicado para úlcera e gastrite, comercializado no Camelódromo da cidade como abortivo.
Este ano, a reportagem apurou que em casas de agropecuária ainda era comercializado o veneno raticida ''Mão Branca'', cuja a produção e a importação do princípio ativo (fluoracetato ou monofluoracetato de sódio) está proibido desde 1982. Há uma semana, outra reportagem denunciou a venda de óculos de grau e aparelhos para medir a pressão arterial (sem origem e certificação do Inmetro).





