RIO - Pelo menos sete delegados que ocupavam cargos na cúpula na Polícia Federal em agosto de 1991, quando o diretor-geral da PF era o atual senador Romeu Tuma, estão com sigilo bancário quebrado por determinação do juiz Guilherme Calmon, da 25ª Vara Federal. A Justiça investiga o misterioso desaparecimento de CR$ 14 milhões (cruzeiros), o equivalente a US$ 60 mil - de um convênio entre o INSS e a direção-geral da PF.
Três dos delegados ainda pertencem à cúpula da PF - Albero Laceri Kratz Júnior (chefe de gabinete do diretor-geral da PF, Vicente Chelloti), Jairo Kullmann e Mauro Spósito, superintendentes da PF no Rio e no Amazonas. O convênio, celebrado em abril de 1991 em caráter de urgência, em Brasília, envolvia o repasse do equivalente a US$ 300 mil do INSS e da PF para que fossem feitas investigações sobre crime contra a Previdência no Rio.
O convênio tinha prazo de 90 dias, mas, em agosto de 1991, foi renovado - nesta época, parte do dinheiro desapareceu.

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