Rio, 07 (AE) - O delegado federal Pedro Luiz Berwanger, que assumiu hoje o cargo de superintendente regional da Polícia Federal (PF) no Rio, garantiu que não vai modificar a direção das delegacias especializadas, onde hoje correm inquéritos de interesse nacional, como o do caso Marka/FonteCindam e o do grampo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Vamos valorizar o trabalho das equipes (vinculadas às delegacias especializadas), sempre com o apoio do Ministério Público (MP)", afirmou.
Berwanger prometeu também intensificar o trabalho de investigação sobre o tráfico de drogas e armas na cidade. A cerimônia de posse, na sede da PF, na Praça Mauá, no centro, foi concorrida.
Além de parlamentares e autoridades policiais, estiveram presentes o jogador Romário, o presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, Eduardo Viana, o "Caixa Dágua", e o delegado Édson de Oliveira, denunciado por corrupção no processo que investigou a lista do bicho encontrada na fortaleza do banqueiro Castor de Andrade, em 1993.
A posse de Berwanger põe fim a um longo processo de desgate pelo qual passou a PF do Rio, desde o início de julho, quando o então superintendente Jairo Kulmman pediu licença do cargo, após ter sido acusado de estar envolvido no desvio de US$ 296 mil do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O dinheiro seria liberado pelo INSS à PF para a construção de uma delegacia previdenciária. Nesses últimos dez meses, a superintendência vinha sendo chefiada interinamente pelo delegado Paulo Ornellas.
"Fizemos uma administração humanista, participativa e acredito que obtivemos grandes resultados contra a ação do crime organizado", disse Kulmman, no discurso de despedida.

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