Cuiabá, 08 (AE) - A Polícia Federal confirmou hoje que o juiz Leopoldino Marques do Amaral, encontrado morto há dois meses, em Concepción, Paraguai, foi assassinado pelo taxista Marcos Peralta, tio da escrivã Beatriz árias, que fez a acusação. Segundo o delegado José Pinto Luna, responsável pelo inquérito, Beatriz confessou que o taxista efetuou os dois disparos por motivo fútil. O delegado afirmou não haaver indícios de que houve mandante. "Tenho que buscar a verdade e não posso inventar uma verdade", disse ele. "Não posso fazer um desfecho que a sociedade quer." Beatriz disse que estava presente na cena do crime, mas não forneceu maiores detalhes. Ela poderá ser indiciada como co-autoria do crime.
A PF e a Interpol acreditam que o taxista esteja no Paraguai. Segundo o delegado, somente após a prisão de Marcos Peralta será possível elucidar as circunstâncias do crime. Luna afirmou que o juiz tinha a intenção de fugir do país com o dinheiro sacado ilegalmente com os depósitos judiciais - cerca de R$ 1,5 milhão - da 1ª Vara da Família.
Ele descartou a possibilidade de o assassinato ter alguma ligação com as denúncias que o juiz fez contra membros do Justiça em Mato Grosso ou com o narcotráfico. "O juiz tinha uma vida muito conturbada e problemas com mulheres", disse. Beatriz árias confessou que o juiz queimou vários documentos que havia conseguido para denunciar alguns desembargadores. Para a PF, apesar da confissão de Beatriz árias, o crime ainda está cercado de muito mistério.

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