PF diz que operação deve desvendar outros crimes
Os sete mandados de condução coercitiva, expediente que obriga a pessoa a prestar esclarecimentos, podem revelar novos detalhes da atuação do grupo criminoso. Um servidor público estadual que não teve o nome revelado está entre os conduzidos. "Da oitiva dessas pessoas é que nós vamos verificar outros crimes ou outros criminosos", ressaltou o delegado da Polícia Federal Elvis Secco.
No Paraná, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Londrina, Cambé, Arapongas, São Jerônimo da Serra e Porecatu. Em um dos mandados de prisão cumpridos em Londrina, os policiais apreenderam R$ 550 mil em dinheiro, joias que serão avaliadas pela Caixa Econômica Federal e, aproximadamente, 50 relógios de marcas luxuosas. Também foram encontradas máquinas de contar dinheiro. Pelo menos 100 carros de luxo haviam sido apreendidos no total.
O nome da operação foi dado em alusão ao alto padrão de vida mantido pelos envolvidos. As investigações foram realizadas em parceria com o Ministério Público Federal e a Receita Federal. Conforme o delegado chefe da RF em Londrina, Luiz Fernando da Silva Costa, a inconsistência entre os valores declarados e os utilizados confirmaram as suspeitas dos policiais. "Temos trabalhado constantemente em diversas operações justamente levantando esses dados, as movimentações financeiras, a forma como essas pessoas têm adquirido os seus bens, e isso, normalmente, são fatores criminosos que ajudam justamente na prisão dessas pessoas"
Ao todo, 30 contas bancárias bloqueadas e 20 imóveis foram sequestrados. "Nós pedimos bloqueio de contas em cooperativas de créditos. Elas não informam ao Banco Central as movimentações financeiras. Até agora, nem a Receita Federal, com a quebra de sigilo fiscal e bancário declarado, tinha acesso a isso. Nós vamos ter", explicou o delegado Elvis Secco. Ele descartou a ligação da Operação Ferrari com outras investigações em andamento ou já realizadas pela Polícia Federal. (V.C.)





