Cuiabá, 26 (AE) - A Polícia Federal revelou hoje que já sabe quem assassinou o juiz Leopoldino Marques do Amaral no dia 5 do mês passado. Segundo o delegado que preside o inquérito, José Pinto de Luna, a escrevente Beatriz árias - principal envolvida no assassinato - está revelando aos poucos as circunstâncias da morte. "Ela já está mais aberta e falando a verdade", disse Luna. A PF vai ouvir amanhã (27) novamente o músico Pedro Paulo Paniágua, marido da escrivã e seu irmão Joamildo Aparecido Barbosa árias, além do advogado de Betariz, Samir Hammoud, sobre o sequestro e assassinato do juiz .
Os três sacaram R$ 22 mil da conta aberta em nome de Perla Beatriz Vichini (nome falso que Beatriz usou para abrir a conta no Paraguai um mês antes da morte de Amaral). O tio de Pedro Paulo, Félix Paniágua, confirmou hoje ter emprestado a arma utilizada no crime para Beatriz em 4 de setembro, três dias antes de o juiz ser encontrado morto com dois tiros na cabeça.
O superintendente da Polícia Federal, Cláudio Luiz da Rosa, garantiu que os 41 milhões de guaranis (moeda paraguaia e que corresponde a R$ 35,5 mil) apreendidos em Pedro Juan Caballero, após ser efetuado o saque na semana passada, foram depositados pela própria Beatriz, e não pelo juiz Amaral, conforme ela afirmou por meio de seus advogados.

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