PF divulga hoje nome do assassino de juiz
Agência Estado
De Cuiabá
A Polícia Federal (PF) poderá divulgar hoje o nome do assassino do juiz Leopoldino Marques do Amaral, morto com dois tiros no início do mês. Sábado, às 16h30, a polícia conseguiu localizar a escrivã do Fórum Cível de Mato Grosso Beatriz Arias, de 34 anos, suspeita de estar envolvida no crime. Ela estava escondida no vilarejo paraguaio de Ilha de Margarida e só se entregou depois de fechar um acordo com policiais da Superintendência da PF em Mato Grosso do Sul, que contou com a participação do irmão Juamildo Arias.
Beatriz foi levada para Porto Murtinho (MS) e, em seguida, para Campo Grande. Toda a operação foi comandada pelo delegado José Pinto Luna, que preside o inquérito. Em Campo Grande, Luna fez uma acareação entre Beatriz e o ex-PM Maurício Marques Viveiro, também acusado de participar do assassinato. Viveiro, que responde a quatro inquéritos na PF por homicídio, estava preso em Ponta Porã (MS) desde o dia 9, por porte ilegal de uma pistola 380. Há informações de que o ex-PM teria lavado a caminhonete S-10 do juiz depois do crime.
A escrivã esteve com Amaral em Ponta Porã no dia em que ele desapareceu, em 3 de setembro. A PF acredita que ela teria servido de isca para atrair o juiz, que foi visto pela última vez deixando o Hotel de Beira-Rio, em Vázea Grande, na Região Metropolitana de Cuiabá. mSegundo a mãe de Beatriz, Joana Arias, a filha desapareceu depois de ter ido ao velório de Amaral, no dia 10. Ela queixou-se de que foi vigiada por um homem muito estranho, pediu para que eu tomasse conta de suas filhas e fugiu no dia seguinte, afirmou.





