Belo Horizonte - Após quase um ano do rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (MG), a Polícia Federal de Minas Gerais estima que a partir de junho deve finalizar as investigações para indiciar funcionários da mineradora e da empresa alemã Tüv Süd por crime de homicídio e por crimes ambientais. O rompimento, em 25 de janeiro do ano passado, deixou 270 mortos - 11 ainda não foram encontrados.

 

Rompimento de barragem, em 25 de janeiro do ano passado, deixou 270 mortos
Rompimento de barragem, em 25 de janeiro do ano passado, deixou 270 mortos | Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress/23-7-2019

Segundo o delegado Luiz Augusto Pessoa, que conduz o inquérito, falta a conclusão de um laudo de engenharia para determinar a causa da liquefação dos rejeitos da barragem, que gerou o seu rompimento. O resultado é esperado para junho.

A partir disso, o delegado espera saber se é possível responsabilizar os funcionários da Vale e da Tüv Süd por homicídio doloso (quando há intenção de matar), culposo (quando não há intenção) ou ainda com dolo eventual (quando o agente assume o risco de matar).

A investigação não descarta responsabilizar os executivos da Vale e da Tüv Süd, inclusive o presidente afastado da mineradora, Fabio Schvartsman.

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