PF desmonta quadrilha que fraudava concursos públicos
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quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Celso Felizardo 
Quatorze pessoas foram presas pela Polícia Federal na manhã de ontem durante cumprimento de mandados da Operação Afronta. A ação deflagrada no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas e Rondônia é resultado de investigação para desarticular uma organização criminosa estruturada para fraudar concursos públicos, notadamente do Poder Judiciário, em todo o território nacional.
No Paraná, os mandados de prisão foram cumpridos em Telêmaco Borba (Campos Gerais) e Campo Mourão (Noroeste), onde a PF identificou ramificações da quadrilha. Os agentes também realizaram prisões em Presidente Prudente (SP), Mogi das Cruzes (SP), Machadinho do Oeste (RO), e nas capitais Maceió, Rio de Janeiro e Porto Velho. A Polícia Federal não detalhou nomes e quantidade de presos por cidade.
A organização criminosa era investigada há cerca de quatro meses. Entre os presos, dez eram candidatos que pagaram valor dez vezes acima do que iriam receber como salário nos cargos pretendidos. Segundo o delegado Victor Rodrigues Alves Ferreira, outros 50 suspeitos estão sendo investigados. O líder da organização, de Alagoas, continua foragido.
Segundo a PF, a fraude foi detectada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que notou irregularidades no último concurso para os cargos de analista judiciário e técnico judiciário, em Sorocaba, e encaminhou os documentos à PF para instauração de inquérito.
A quadrilha inscrevia integrantes como se fossem fazer a prova. Na verdade, eles fotografavam as questões com uma microcâmera. Uma hora depois de iniciado o teste, eles saíam do local e enviavam as questões para outros integrantes, que encaminhavam as respostas corrigidas aos candidatos. Estes recebiam os dados por meio de pontos eletrônicos tão pequenos, que, segundo o delegado, precisavam de imãs para serem retirados.


