São Paulo - Uma ação conjunta entre a Polícia Federal, o Ministério Público e a Receita Federal acabou, ontem de madrugada, com a prisão e o desmantelamento do bando de Roberto Eleutério da Silva, o Lobão, líder de uma quadrilha internacional de fabricação e contrabando de cigarros, com sede em São Paulo. Segundo a PF, Lobão praticamente monopolizava o mercado dos chamados ''cigarros barbantes'' (de marcas pouco conhecidas, vendidos a baixo preço e que não pagam o Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI). Estima-se que os contrabandistas arrecadavam mais de US$ 2 milhões por semana e cerca de R$ 800 milhões por ano.
Outros quatro chefões ligados a Lobão também foram presos: Tânia dos Santos, Marcelo Stracieri Barbosa, Tony Dias Eleutério da Silva, irmão do líder, todos detidos em São Paulo, além de Max Scalone Barbosa, que coordenava as ações do bando no Ceará.
O delegado da PF, Reinaldo de Almeida César, disse que o bando dispõe de fábricas de cigarros, transportadoras, galpões para armazenamento e distribuidoras desses produtos no comércio. Eles distribuíam o material pelo Brasil e para países como Paraguai, Argentina e até Estados Unidos.

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