Curitiba - A Polícia Federal desmantelou uma das maiores quadrilhas de traficantes do Paraná e que também atuava em outros Estados. Na Operação Professor Pardal, desencadeada ontem, os agentes cumpriram 16 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão nas cidades de Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu, Matelândia, Marechal Cândido Rondon, Toledo, Santa Helena, Guaíra e Vera Cruz do Oeste; além de Vitória da Conquista (BA) e Hortolândia (SP). Todos os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Toledo.
Segundo informações do delegado da PF em Cascavel, Martin Purpe, as drogas, escondidas em veículos, entravam por Foz do Iguaçu e Guaíra e eram levadas até Cascavel, Toledo e Curitiba, de onde seguiam para outras grandes cidades do Estado e ainda para São Paulo e Bahia.
As investigações tiveram início há quatro meses e, durante o período, foram apreendidos 127 quilos de cocaína, 38 quilos de haxixe e 412 quilos de maconha. Desde a apuração inicial foram identificadas as pessoas que participavam do esquema criminoso.
''Todos os presos serão encaminhados para Toledo onde serão interrogados. As investigações continuam porque um esquema desse deve ter seus desdobramentos e vamos apurar isto. Era uma quadrilha de forte atuação no Estado e no País, e conseguimos tirar estes criminosos de circulação'', disse o delegado.
A última apreensão da operação ocorreu na madrugada do último domingo, na BR-277, quando um Kia Cerato foi abordados por policiais federais, e nele foram encontrados pouco mais de cinco quilos e maconha e 34 quilos de haxixe. Na ocasião, conforme o delegado, duas pessoas, também integrantes da quadrilha desmantelada ontem, foram presas.
Os investigados enviavam as drogas em veículos já alterados para o transporte de entorpecentes. Em alguns dos casos, sistemas eletromecânicos de liberação de painéis dos automóveis utilizados eram acionados por botões pressionados simultaneamente.
''Só com essas constatações pudemos verificar como eles se preparavam e a estrutura da organização criminosa. Dá para ter uma noção do alcance desta quadrilha'', reforçou. A operação foi batizada de Professor Pardal em razão da engenhosidade empregada pelo grupo criminoso para criar fundos falsos nos veículos utilizados para o transporte das drogas. As investigações contaram com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

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