PF deporta 44 estrangeiros clandestinos
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quarta-feira, 26 de março de 2003
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Céu Azul - Um grupo de 44 pessoas, sendo 39 bolivianos e cinco peruanos, foi preso na madrugada de ontem no posto da Polícia Rodoviária Federal, em Céu Azul (51 Km a oeste de Cascavel). Após serem detidos, os clandestinos foram encaminhados para a delegacia da Polícia Federal, em Foz do Iguaçu, e posteriormente deportados para o Paraguai.
De acordo com o delegado da PF, Mário Luiz Oliveira dos Santos, essa foi a terceira apreensão de clandestinos feita nos últimos 10 dias na região de Foz do Iguaçu. Apenas em 2003, pelo menos 74 bolivianos que tentavam entrar ilegalmente no País, através da Ponte da Amizade, foram detidos. Na maioria dos casos, eles alegavam estar indo visitar familiares em São Paulo (SP). ''Constatamos que a intenção não era atividade turística, mas sim o trabalho ilegal'', explica o delegado.
Oliveira disse que após tomar depoimento do grupo, foi montado um processo administrativo de deportação. Pelo fato de terem entrado através do Paraguai, os clandestinos foram deixados, no final da manhã, em Ciudad del Este. O delegado negou que existam falhas na fiscalização na Ponte da Amizade. ''O problema é que eles entram escondidos em veículos coletivos'', disse.
Mário Oliveira acrescenta que a passagem individual pela ponte é outra forma de entrar irregularmente no Brasil muito utilizada pelos estrangeiros. O fato de serem muito parecidos fisicamente com os paraguaios, segundo o delegado, não desperta desconfiança na fiscalização. ''Aqueles que conseguem passar se encontram em um ponto combinado em Foz do Iguaçu. Depois eles alugam um ônibus e seguem para São Paulo onde já existem milhares de outros clandestinos'', explicou.
O delegado garante que a fiscalização vem sendo intensificada desde o ano passado, tanto na Ponte da Amizade, como em suas imediações e ainda na BR-277, única via de saída de Foz do Iguaçu. Nos próximos dias, as Polícias Federal e Rodoviária deverão montar barreiras na saída da cidade para coibir a entrada clandestina no País.


