Goiânia, 18 (AE) - A Superintendência da Polícia Federal (PF) em Campinas, no interior de São Paulo, informou hoje à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico na Câmara dos Deputados que 12 policiais estariam sendo contratados na cidade paulista para cometer um atentado contra o deputado federal Magno Malta (PTB-ES), presidente da comissão. A informação foi dada em reunião com a procuradora-geral de Justiça de Goiás, Ivana Farina.
Logo após a reunião, os deputados membros da CPI encontraram-se com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB)
o superintendente da PF do Estado, Antônio Ricardo de Carvalho, e o secretário de Segurança Pública, Demóstenes Xavier Torres, para pedir que fosse reforçado o esquema de segurança montado para proteger a comissão.
A ameaça, segundo a PF de Campinas, teria partido de dentro da Polícia Civil da cidade e de São Paulo. Segundo o deputado Pompeo de Matos (PDT-RS), o Serviço de Inteligência da PF identificou uma ameaça velada ao presidente da CPI e está rastreando a origem.
Matos disse que o fato preocupa os membros da CPI, mas não vai inibir os trabalhos em Goiânia. "Essa foi uma ameaça a mais e não vai parar os trabalhos da CPI", disse Malta.

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