Curitiba- Depois de concluir a análise da documentação apreendida na sede da Centronic Segurança e Vigilância, de Curitiba, a Polícia Federal instaurou ontem oito autos de constatação de infrações cometidas pela empresa. Caso as irregularidades não sejam esclarecidas pela Centronic nos próximos dias, a PF pode até cassar a autorização para que a empresa continue atuando no setor de vigilância privada.
A apreensão dos documentos, ocorrida no último dia 19, foi gerada pela ação de três vigilantes da Centronic, acusados de torturar e matar o estudante Bruno Strobel Coelho Santos, 19 anos. Depois da detenção dos suspeitos, foi levantada a hipótese de que seria prática comum da Centronic dar ''corretivos'' em jovens flagrados pichando muros de imóveis monitorados pela empresa.
Ontem, os responsáveis pela Delegacia de Segurança Privada (Delesp) da PF, que fiscaliza a atuação das empresas de vigilância privada, entregaram à superintendência reginal da instituição o resultado da análise nos documentos apreendidos na Centronic. No total, foram instaurados oito autos de constatação de irregularidades. A PF, no entanto, não detalhou quais seriam as infrações.
Agora, a Centronic será notificada sobre os autos e, a partir daí, terá dez dias para apresentar defesa. Depois disso, a PF analisa as argumentações da defesa e, então, decide se aplica as penalidades referentes a cada uma das irregularidades. Elas podem resultar em multas ou até mesmo na cassação da licença para que a empresa possa seguir atuando.

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