A Polícia Federal confirmou que a suposta bomba-relógio encontrada anteontem em uma torre de transmissão de energia elétrica em Rondônia era apenas uma simulação de explosivo. Sem esperar a conclusão dos exames da PF, o ministro Raimundo Brito afirmou anteontem que essa era a quarta bomba-relógio encontrada em linhas de transmissão de energia elétrica. Três outras foram encontradas no Paraná. Uma delas explodiu.
O teste definitivo na suposta bomba foi realizado em uma pedreira localizada no 5º Batalhão de Engenharia e Construção do Exército, em Porto Velho (RO). A bomba foi detonada com dinamite, mas dentro dela só havia cimento.
A falsa bomba foi transportada em um carro-forte de uma empresa particular para eliminar a ameaça de explosão no trajeto entre a superintendência da PF e o quartel do Exército.
A hipótese de que a bomba era apenas uma imitação foi defendida pelo superintendente da PF em Rondônia, Wilson Damázio, porque o artefato não explodiu após ser retirado da base de uma torre e ter levado um tiro. O novo teste foi sugerido por especialistas do Exército sob a alegação de que há explosivos que não são detonados sob o impacto de bala. Na dúvida, o superintendente preferiu esperar mais um dia para anunciar a posição da PF sobre o material encontrado entre a termoelétrica de Rio Madeira e a subestação de Porto Velho.
Para ele, o falso atentado visou denegrir a imagem do senador Odacir Soares (PTB), candidato à reeleição. O autor do telefonema anônimo sobre a existência da bomba disse que ela foi produzida por um político.

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