São Paulo - A Polícia Federal do Rio concluiu ontem o inquérito que apurou a morte do comerciante chinês naturalizado brasileiro Chan Kim Chang, 46 anos, detido no presídio estadual Ary Franco. A conclusão do inquérito aponta que agressões teriam sido praticadas contra o detento como forma de ''castigo através de tortura''.
Chang havia sido detido em 25 de agosto quando tentava embarcar para os Estados Unidos transportando cerca de US$ 30 mil não-declarados à Receita Federal. Ele foi levado para o presídio Ary Franco, no dia 27 de agosto, foi encontrado desmaiado, em consequência de suposto espancamento. O comerciante morreu no último dia 4.
A PF descartou a versão de auto lesão por parte de Chang e também que o espancamento tenha sido motivado por possível extorsão. Foi descartada, ainda, a participação de policiais federais no caso.
De acordo com a Polícia Federal, foram indiciadas 12 pessoas entre agentes penitenciários, presos e o então diretor do presídio Ary Franco, major Luiz Gonçalves Matias. A Superintendência da Polícia Federal no Estado do Rio afirma que ''considera esgotadas todas as informações sobre o fato''. A Polícia Civil realizaria ainda ontem a reconstituição da morte do comerciante.

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