Foz do Iguaçu - A Polícia Federal iniciou uma ação inédita em conjunto com a Polícia do Paraguai, no combate à supersafra de maconha no país vizinho. O objetivo é destruir as plantações antes que a droga ingresse em território nacional. Parte da produção entra pela fronteira de Foz do Iguaçu com Ciudad del Este.
Desde o dia 2, dois helicópteros e um avião brasileiro sobrevoam a região de Capitán Bado, no departamento de Amambay, estado vizinho de Coronel Sapucai (MS). As aeronaves fazem o transporte de tropas paraguaias, além de levar agentes brasileiros, que coletam informações sobre o plantio.
Batizado de Aliança, o apoio logístico, sob o comando paraguaio, ‘‘acontece pela primeira vez dessa maneira. Já fizemos (em parceria) outros trabalhos de inteligência’’, disse, por telefone, o delegado Getúlio Bezerra Santos, da Divisão de Repressão a Entorpecentes, de Brasília.
Segundo ele, a maconha do Paraguai tem mais saída para o Brasil, Argentina e Bolívia do que consumo local. ‘‘A gente, ajudando o Paraguai, está se ajudando também’’, afirmou. Amanhã, os países devem apresentar o primeiro balanço sobre as atividades. -
Perto de 740 hectares foram destruídos este ano pela Divisão de Narcóticos do Paraguai (Dinar) no departamento de Amambay. Em todo país foram apreendidos 12 toneladas da droga – metade somente num caminhão em Ciudad del Este, fronteira com Foz. A polícia acredita que os produtores colhem a erva três vezes ao ano, com pico em julho.
Grande parte da droga tem entrado pela tríplice fronteira. No primeiro quadrimestre, a polícia apreendeu 5,42 toneladas de maconha. Apenas no dia 26 de abril, agentes encontraram 2,1 toneladas num casa da periferia do município. O volume representa um aumento de 393% ao confiscado no mesmo período do ano passado.

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