O Departamento de Polícia Federal desencadeou ontem a Operação Ceres com o objetivo de prender quatro quadrilhas que praticavam contrabando de agrotóxico, cigarros, couro de boi, pneus e produtos eletrônicos. Foram mobilizados 350 policiais federais para cumprir 76 mandados de busca e apreensão e cerca de 60 mandados de prisão temporária. Os mandados foram no Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso.
Em Maringá, cinco pessoas foram presas pela PF e cinco continuam foragidas. Entre os cinco detidos na Operação Ceres, dois eram de Maringá, um de Umuarama, um de Campo Mourão e um de Nova Esperança. Os policiais ainda apreenderam documentos, 350 quilos de agrotóxicos em Campo Mourão e 13 pneus de caminhão em Nova Esperança.
Segundo o delegado da PF em Maringá, Cezar Souza, as buscas pelos foragidos vão continuar na região. Já os cinco presos foram transferidos no final da tarde de ontem para a Polícia Federal de Naviraí (MS), onde tiveram início as investigações.
O delegado disse não saber o grau de envolvimento dos presos na região de Maringá, porque as investigações foram feitas pelas equipes do Mato Grosso do Sul. No entanto, afirmou que parte dos agrotóxicos contrabandeados foram usados em lavouras de milho e soja da região.
Os agricultores que compraram e usaram esses produtos também poderão ser investigados e sofrer processos da Justiça Federal, como co-autores do contrabando. ''Esses produtos são nocivos à saúde e têm propriedades cancerígenas. O agricultor coloca a vida dele em risco e de outras pessoas'', destacou o delegado.
No Paraná foram cumpridos 25 mandatos de prisão: em Maringá, Sarandi, Nova Esperança, Campo Mourão, Umuarama, Marechal Cândido Rondon, Campina da Lagoa, Toledo, Cascavel, Guaíra e Nova Olímpia.

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