PF apura estupro divulgado pela Internet
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Paula Costa Bonini <br> Reportagem Local 
Cascavel - A Polícia Federal de Cascavel (Oeste do Estado) cumpriu anteontem um mandado de busca na casa de suspeitos de terem estuprado uma adolescente de 14 anos. Foram apreendidos computadores e celulares. O crime aconteceu no último dia 16, na cidade, e as imagens teriam sido divulgadas na internet. O delegado Mário César Leal Junior explicou que a polícia recebeu uma denúncia do Conselho Tutelar sobre o vídeo que circulava na rede, em que a garota aparecia sendo forçada a ter relação com quatro rapazes em uma construção.
De acordo com o delegado, assim que a PF tomou conhecimento das imagens, após recolher os materiais necessários para investigação, solicitou ao Google que retirasse o vídeo no mesmo dia. ''Localizamos a pessoa responsável por colocar as imagens na internet. Descobrimos que cinco adolescentes estão envolvidos no caso, sendo quatro menores que têm entre 16 e 17 anos. O outro suspeito é um jovem de 20 anos'', disse Leal Junior, acrescentando que há indícios de que a garota estuprada tenha um tipo de deficiência.
O delegado destacou que na casa de um dos suspeitos a polícia encontrou a roupa em que um dos rapazes aparece no vídeo. Ele informou que o material apreendido foi encaminhado para a Delegacia da PF em Cascavel e será submetido a perícia. ''Acredito que a investigação seja concluída daqui aproximadamente 15 ou 20 dias. Os suspeitos estão sendo ouvidos'', falou.
Os rapazes podem ser enquadrados em dois tipos de crime, estupro vulnerável, caso seja confirmado que a garota apresenta deficiência, e produção e divulgação de vídeo com imagens de sexo envolvendo adolescente. ''É importante ressaltar que se alguém arquivou esse vídeo pode ser autuado e preso em flagrante, mesmo que não tenha nenhuma relação com a prática do crime'', alertou o delegado.
Segundo Leal Junior, o crime de estupro vulnerável prevê pena de reclusão entre oito e quinze anos. Já a divulgação do vídeo pode acarretar até oito anos de prisão. Os adolescentes ficarão sujeitos às medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e Adolescente.


