Curitiba - A equipe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e o Setor de Investigação de Desvio de Produtos Químicos (SINPQ) apreenderam ontem 3,5 toneladas de produtos químicos usados no refino de cocaína. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão nas cidades de Curitiba, Ponta Gossa (Campos Gerais) e Joinville (SC) na chamada Operação Alquimia.
A investigação em Curitiba começou em março do ano passado, quando um laboratório clandestino de refino de cocaína foi descoberto. O foco da investigação foi o desvio de produtos químicos controlados - como cafeína, lidocaína, procaína e benzocaína - que são usados licitamente em indústrias químicas e laboratórios farmacêuticos. Estes produtoes, porém, possuem propriedades anestésicas e estimulantes semelhantes aos efeitos provocados pela cocaína. Por isso, são comumente utilizados no ''batismo'' da cocaína, com finalidade de aumentar seu volume e gerar um lucro maior.
Peritos criminais federais concluíram que o grupo desviou quantias que ultrapassaram seis toneladas de produtos químicos. O que resultou na introdução de cerca de dez toneladas de cocaína pronta para consumo no mercado consumidor interno.
O valor dos produtos químicos movimentados pela organização criminosa no mercado negro chega a R$ 5,5 milhões. Já em relação ao comércio de drogas, o preço médio do quilo de cloridrato de cocaína no mercado local é de R$ 20 mil. Assim, a venda dessa quantidade de cocaína rendeu aos traficantes aproximadamente R$ 200 milhões. Os envolvidos serão indiciados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
A Operação Alquimista é mais uma etapa de um conjunto de investigações realizadas em SP, SC, PR e RJ nos últimos três anos, que resultaram na prisão de 25 pessoas.

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