Curitiba, 20 (AE) - A Polícia Federal apreendeu ontem (19) em Registro (SP) uma máquina para fabricação de moedas metálicas falsas. Ela tinha sido retirada de uma casa de São José, na região metropolitana de Florianópolis. Durante a operação foram detidas cinco pessoas, acusadas de formação de quadrilha e posse de material destinado à falsificação de moedas. Elas estão presas na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Segundo a assessora de Imprensa da PF em Curitiba, Ana Buffara, a polícia chegou ao local onde era fabricado o dinheiro durante as investigações sobre a prisão, há duas semanas, de Clodoaldo do Banho, Paulo Sérgio Rodrigues e José Pereira, que estavam em Curitiba com R$ 10 mil em moedas falsas. Em ação conjunta com a PF catarinense, os policiais descobriram que elas eram fornecidas pelo concunhado de Rodrigues, Márcio José Fogaça
de 24 anos, morador em São José (SC).
Com um mandado de prisão temporária, os policiais chegaram a sua casa, mas foram informados pelos vizinhos de que o maquinário pesado tinha sido retirado do local, necessitando até mesmo de um guincho. Logo depois, eles descobriram que o caminhão F4000 tinha acabado de deixar um posto em Curitiba, dirigindo-se para Registro.
Os policiais foram até o município paulista e viram o caminhão parado no quilômetro 444 da BR-116, em frente ao Restaurante Itatins. No caminhão estavam José Roberto dos Santos, de 25 anos, e Fogaça. A PF aguardou no local até que chegaram o italiano Giácomo Laureanti, de 50 anos, Nabih Roberto Awada, de 39, e Pedro Correa Junior, 31, que ocupavam um Vectra. Quando eles reiniciaram a viagem, foi dada voz de prisão.
A mesma quadrilha esteve envolvida em outro caso de derrame de moedas falsas, em março do ano passado, em Contenda, a 50 quilômetros de Curitiba. Naquela época foram apreendidas cerca de 20 mil moedas, sendo presos em flagrante, além de Laureanti, Carlos Roberto Ramos de Souza (primo de Awada), 54 anos, e Nerci Mendes, 30. Além deles, já respondiam a processo Awada e Correa Junior. Fogaça também responderá criminalmente por uso de documento falso, pois trazia uma identidade com o nome de Jorge Luiz dos Santos Rodrigues.

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