Foz do Iguaçu, 15 (AE)- A Polícia Federal apreendeu ontem (14) à tarde, em Foz do Iguaçu (PR), na Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai, dez caixas de munição para fuzil AR-15 que seriam levadas para o Rio de Janeiro. O carioca Carlos Alberto Alves da Silva foi preso em flagrante. O valor da apreensão não foi divulgado.
O Paraguai é apontado como um importante fornecedor de armamento clandestino para as várias ramificações que comandam o crime organizado no Brasil, principalmente nas favelas do Rio e São Paulo. Armas de todas as marcas e calibres são vendidas tanto em lojas legalizadas quanto no mercado negro.
Na movimentada fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este (Paraguai), com menos de US$ 5 mil pode-se comprar um pequeno arsenal. Instaladas nos corredores dos shoppings da cidade vizinha, as lojas expõem todo tipo de armamento. Compra-se à vontade e, se quiser, o cliente pode até receber o produto no lado brasileiro da fronteira.
Rifles importados, escopetas, revólveres, pistolas, submetralhadoras e variada munição são expostos nas vitrines como qualquer outro produto. Para adquiri-las, basta apenas apresentar um documento. Os principais consumidores são brasileiros. Os preços das escopetas
por exemplo, podem variar entre US$ 400 e US$ 1,5 mil, conforme o calibre.
Tráfico - Em lojas legalizadas ou no mercado negro, Ciudad del Este é usada como ponto de apoio para abastecer um mercado que movimenta milhões de dólares. Grande parte do tráfico de armas é feita por meio de aeroportos clandestinos no Paraguai e pela Ponte da Amizade. O contrabando também entra no Brasil pelo lago da hidrelétrica de Itaipu, em cujas margens localizam-se dezenas de portos clandestinos já identificados como ponto de travessia de contrabando, drogas e veículos roubados.