A Polícia Federal de Mato Grosso do Sul anunciou ontem a apreensão de 11 toneladas de maconha que estavam escondidas em um carregamento de madeira. Para a PF, o dono da carga é o traficante Fernandinho Beira-Mar (foto), foragido desde 1997.
Com essa ação, chega a 67 toneladas a quantidade da droga apreendida este ano em operações no Estado. As operações estão se intensificando: no ano passado, foram 40 toneladas apreendidas.
Segundo a assessoria de imprensa da PF, a droga foi localizada anteontem à tarde na estrada que liga o município de Amambaí a Coronel Sapucaia, 350 km ao sul de Campo Grande.
A maconha era transportada em um fundo falso de uma carreta conduzida por Juarez de Moraes, 30, morador de Caarapó (MS). A droga tinha saído da cidade paraguaia de Capitán Bado e, segundo Moraes, seria entregue em Sorocaba (SP). Capitán Bado é, para a PF, o provável refúgio de Beira-Mar no país vizinho.
Comprada no Paraguai por R$ 50,00 o quilo, a droga é comercializada nos centros urbanos brasileiros por R$ 150,00. Segundo a PF, a droga apreendida seria suficiente para fabricar 16,5 milhões de cigarros de maconha.
A afirmação da PF de que Fernandinho Beira-Mar estaria comandado o tráfico de maconha no Paraguai é fundamentada em dois episódios recentes. Em maio passado, a polícia paraguaia prendeu o traficante Marcelo Silva Leandro, o Marcelinho Carioca, que seria amigo de Beira-Mar. Carioca foi preso em uma fazenda em Capitán Bado.
No início do mês passado, José Ailton do Nascimento, 27, morreu em um desastre aéreo, ocorrido na fazenda Errante, próximo a cidade Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Nascimento seria um homem de confiança de Beira-Mar.

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