Brasília, 26 (AE) - A Polícia Federal apreendeu hoje, em uma fazenda do sul do Pará, quase 800 quilos de cocaína pura, de procedência colombiana que, depois de misturada a diversos produtos, chegaria a quatro toneladas no mercado consumidor. No mesmo local, há três meses, a PF apreendeu centenas de armas pesadas que seriam contrabandeadas para a guerrilha da Colômbia, segundo as primeiras apurações feitas pela PF.
Para se chegar à droga, a PF realizou uma investigação de um ano e meio, envolvendo 40 homens do Comando de Operações Táticas (COT) e Divisão de Aviação Operacional (Daop), além de agentes dos Estados de Mato Grosso, Pará e Bahia. A cocaína, conforme a PF, iria ser transportada para outros países, principalmente da Europa e Estados Unidos. Até agora, a Polícia Federal prendeu quatro pessoas pertencentes a uma das principais organizações de narcotráfico do País. Entretanto, durante as investigações outras pessoas deverão ser detidas, possivelmente em outros Estados. A apreensão, considerada a maior dos últimos dois anos, foi feita em sigilo e só iria ser anunciada quando todos os integrantes da quadrilha fossem presos.
Pela primeira conferência feita pelos peritos da PF, a apreensão totalizava mais de 780 quilos de cloridrato de cocaína
podendo chegar até a 800 quilos depois da avaliação final. Ao ser misturada com outras substâncias - reagentes químicos, pó de mármore, barrilha de piscina, soda cáustica e até mesmo solução de bateria de carro - a cocaína poderia chegar a quatro toneladas.
Na mesma região onde a droga foi apreendida - que a PF está evitando fornecer para evitar problemas durante as investigações - foram apreendidas centenas de armas contrabandeadas, provavelmente de países asiáticos, que tinham como destino a guerrilha ou grupos pára-militares da Colômbia. Por isso, a PF está investigando se há alguma ligação entre a cocaína encontrada esta semana e as armas.
Com a apreensão desta semana, a PF também confirmou que o sul do Pará começou a ser uma nova rota do tráfico de drogas. Normalmente, no Estado ocorriam apreensões de pequenas quantidades da droga que eram traficadas para o Suriname, Guiana e até mesmo a Venezuela. Dalí, a cocaína seria enviada para o exterior, principalmente Europa.
Hoje, o secretário nacional Antidrogas, Walter Maierovitch se encontrou com o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gerard Gallucci, para discutir novos convênios de cooperação entre os dois países. Para este ano, os Estados Unidos pretendem aplicar, ainda, US$ 4 5 milhões na área de assistência.
O dinheiro será usado para equipar a Polícia Federal brasileira, dar apoio a operações policiais e treinar agentes que atuam nesta área. Mensalmente, serão realizados encontros entre técnicos dos dois países para definir a área em que os recursos serão aplicados.

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