PF apreende 53 máquinas caça-níqueis
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quinta-feira, 30 de março de 2000
Por Chico Araújo 
Brasília, 31 (AE) - Agentes da Polícia Federal apreenderam 53 máquinas caça-níqueis e documentos fiscais relativos ao funcionamento de casas de bingos em cidades do Espírito Santo. As casas funcionavam em Vitória, Vila Velha, Cachoeiro do Itapemerim, Guarapari, Marataízes e Serra.
A Operação Madrid, que envolve 50 agentes da PF, foi desencadeada a pedido da Procuradoria da República no Distrito Federal com a finalidade de reprimir jogos do tipo caça-níqueis.
Na operação, os agentes da PF vistoriaram os 13 maiores bingos do Espírito. A PF descobriu, no caso da titularidade dos bingos, que há vários sócios-proprietários e não apenas um único dono das casas como se suspeitava. A maioria desses sócios seriam ligados às bancas deo jogo do bicho no Estado e já conhecidos da polícia.
De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Federal, a operação baseou-se em mandado de busca e apreensão expedido pela 5ª Vara de Justiça Fdeeral de Vitória.
Um dado curioso da operação é que no Bingo do Canto os agentes encontraram duas máquinas de caça-níveis, já apreendidas em ação antrerior da PF. As máquinas haviam sido entregues ao dono do bingo, na condição de fiel depositário, por determinação judicial.
Em outra operação, realizada nas cidades paraenses de Belém, Paraupebas, Marabá e Imperatiz, a Polícia Federal diz ter prendido nove integrantes da quadrilha que assaltou Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), no ano passado. Com eles, a POF também apreendeu dois fuzis AR-15, cinco veículos, 158 balas para este tipo de arma e de pistolas.
A quadrilha, além da assaltar a Vale do Rio Doce, também destruiu parcialmente as instalações da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), em Carajás (PA).
Os presos são Jamel Monteiro Mascarenhas, Edivan Silva dos Santos, o "Vila", Jovelino Rodrigues dos Santos, Valdônio Soares, Antônio Carlos Junqueira, Joõa Neto, Jailson Dias Barbosa e Francisco das Chagas. Este foi preso apenas por porte ilegal de armas.
Segundo a PF, o líder do grupo é Agenor Vitorino de Carvalho. Ao ser preso, ele utilizada o nome falso de Renato Rena de Carvalho, um empresário do Pará preso em fevereiro no Mato Grosso com 41 quilos de cocaína. Nessa operação também foi preso Jorge Mota Graça, o Curica. Ele é irmão do traficante Antônio da Mota Graça, que também é chamado de Curica, preso em São Paulo por tráfico internacional de drogas.
A PF decobriu que Agenor seria o financiador do grupo de assaltantes e também fornecia armas pesadas para outras organizações criminosas. O traficante é ainda acusado como autor de dois homicídios.
Também estão presos em Ji-Paraná, Rondônia, outros dois integrantes da quadrilha: Luís Antônio da Silva e Raimundo Muniz dos Santos, o Carlos. O último é irmão de Antônio Carlos Santos Santana, o Goiano, preso em Altamira (PA) durante assalto ao Banco do Brasil. Os dois foram presos com fuzis, pistoilas e farta munição quando se preparam para praticar um assalto em outra cidade.
O serviço de inteligência da PF ainda descobriu que duas pessoas, também ligadas à quadrilha, e que estão presas em Belém
tinham um plano de assaltar no interior do Maranhão e, depois iriam para Altamira (PA), onde pretendiam resgatar "Goiano" da cadeia pública local. A PF deverá aprofundar as investigações para prender outras pessoas ligadas à quadrilha.


