PF apreende 4 toneladas de contrabando em dois dias em Cumbica
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quarta-feira, 03 de fevereiro de 1999
Por Gláucia Leal 
São Paulo, 03 (AE) - Agentes da Receita Federal apreenderam, nos últimos dois dias, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, quatro toneladas de mercadorias contrabandeadas. Na manhã de ontem, foi localizado um carregamento de peças para armamentos, equipamentos eletrônicos sofisticados, brinquedos, duplicadores de CDs e medicamentos de última geração para tratamento do câncer e problemas cardíacos. O material vinha de Miami e tem valor estimado em US$ 2 milhões.
Segundo o inspetor Foch Simão Júnior, da Alfândega do aeroporto, trata-se da apreensão de maior valor realizada nos últimos meses. Hoje, também no período da manhã, foram apreendidas mais duas toneladas de relógios falsificados, que vinham da China e seriam encaminhados para o Paraguai. "Provavelmente essa mercadoria seria revendida, mais tarde, para camelôs brasileiros", acredita Simão Júnior. "Suspeitamos do peso e das características das embalagens", comentou o o chefe de Investigação e Repressão da Receita Federal Mário Sérgio Martinez. Todas as peças devem ser contadas e catalogadas, a partir de amanhã.
Os produtos eletrônicos apreendidos podem ser encaminhados para leilão ou incorporados ao acervo público. Os medicamentos serão submetidos a análises para seja confirmado que não foram falsificados. Caso sejam lícitos, os remédios devem ser doados para hospitais públicos. Relógios, óculos e outros produtos falsificados serão destruídos. Investigação - No mês de janeiro houve outras apreensões significativas. "Semana retrasada encontramos 150 mil CD-rooms que deveriam chegar às lojas ao preço de R$ 100,00 cada um", recorda Martinez. Também no mês passado houve a apreensão de 20 quilos de cocaína pura, que seria vendida a US$ 50 mil o quilo, nos Estado Unidos, de acordo com Simão Júnior.
Nenhum suspeito foi preso, por enquanto. Agentes federais investigam possíveis responsáveis pela recepção das cargas no Brasil. Há suspeitas de que várias pessoas estejam envolvidas no esquema. O nome dos suspeitos e da empresa aérea responsável pelo transporte não foi divulgado para não dificultar as apurações.


