Curitiba - O empresário preso em Porto Velho, Rondônia, na operação Pôr-do-Sol, coordenada pela Polícia Federal (PF), anteontem, só deverá chegar a Curitiba, na próxima segunda-feira. A expectativa em torno do seu depoimento é grande, pois ele seria o principal acionista do grupo Sundown, suspeito de sonegar R$ 150 milhões em impostos.
Outras nove pessoas foram presas na mesma operação oito em Curitiba, entre elas dois auditores fiscais, e uma em São Paulo. A PF em conjunto com a Receita Federal e Ministério Público Federal (MPF) apreendeu vários documentos, que poderão reforçar os indícios de subfaturamento em importações e levar ao indiciamento de outros envolvidos. Os nomes não foram divulgados.
As obras de arte apreendidas nas residências dos acusados seriam encaminhadas ao Museu Oscar Niemeyer, ontem. Mas, de acordo com a assessoria de imprensa da PF, os 30 quadros passariam antes por perícia para avaliação do valor. A suspeita é que essas aquisições tenham servido para lavagem de dinheiro.
Segundo a PF, a compra de obras de arte é uma das práticas mais comuns para legalizar dinheiro obtido por meios ilícitos. Os quadros devem ficar no museu durante um mês.
A Folha entrou em contato com o escritório do advogado Antônio Acir Breda, que representa a família do empresário. A informação foi de que ele estaria em reunião e não poderia atender a reportagem. O advogado não retornou a ligação. Na quinta-feira, Breda havia afirmado que só se pronunciaria depois de ter acesso aos autos do processo.

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