São Paulo- A Delegacia Federal de Repressão a Crimes Fazendários do Rio de Janeiro abriu ontem um novo inquérito para apurar denúncias decorrentes da Operação Fura-Fila, que investiga fraudes na fila de transplantes de fígado no Estado.
De acordo com o delegado Giovani Celso Agnoletto, após a operação ter sido deflagrada, anteontem, a Polícia Federal recebeu novas denúncias de que o médico Joaquim Ribeiro Filho, professor da UFRJ e ex-chefe da Rio Transplantes teria cobrado para realizar transplantes.
Segundo uma das denúncias, ele teria cobrado R$ 150 mil por um procedimento. Como a família não tinha dinheiro, o paciente, que estava na fila de transplantes, não pôde passar pela cirurgia e acabou morrendo.
De acordo com as investigações da PF (Polícia Federal) e a denúncia do Ministério Público Federal, Ribeiro Filho, que era credenciado ao sistema nacional de transplantes, colocava na frente de pessoas que estavam no topo da lista de doações pacientes que pagavam a ele taxas que variavam entre R$ 200 mil e R$ 250 mil. Ele e outros quatro médicos suspeitos de participar do esquema foram denunciados à Justiça por peculato -apropriação ilegal de recursos.
A advogada de Ribeiro Filho negou o envolvimento do médico no esquema e afirmou que ele é vítima de perseguição por denunciar suposta precariedade do sistema de saúde do Rio.

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