Peugeot traça meta de ser a 5.ª em vendas no mercado automotivo brasileiro
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quarta-feira, 27 de outubro de 1999
Por Kelly Lima 
Ribeirão Preto, SP, 28 (AE) - A apenas um ano da inauguração da primeira fábrica no País, a Peugeot traça como meta a quinta posição em vendas no mercado automotivo brasileiro
com uma participação de pelo menos 5% neste mercado até 2003.
É o que afirmou na noite de ontem (27), o diretor-superintendente da multinacional francesa, Cees Hermanns
em entrevista, durante inauguração de concessionária da marca no município.
"O Brasil ainda não conhece bem a marca Peugeot, mas isso vai mudar após a inauguração da fábrica; afinal, a marca, que não possuir uma fábrica aqui no Brasil, não tem futuro neste país", disse. Estudos realizados sobre o mercado nacional automotivo revela que, entre janeiro e setembro, a empresa aumentou a participação no mercado para 1,43%, contra 0,71% no mesmo período de 1998.
Ao crescimento de 61,9% entre os dois períodos, ele contrapõe as quedas de 46, 2% de vendas da Ford, de 21,1% da General Motors (GM), 15% da Fiat e 15,8% da Volkswagen. "Desde a abertura do mercado, o monopólio das quatro vem caindo e a previsão é de que elas ocupem até 2003, 75% do mercado."
Atualmente, a Peugeot, lembra Hemanns, está em sétimo lugar neste mercado, atrás da Renault e da Honda. O principal foco de atuação, com instalação de concessionárias em todos os municípios com mais de 100 mil habitantes é o Estado de São Paulo.
"No Rio de Janeiro, nosso programa já vem dando resultado e conseguimos ocupar duas posições acima, mas, em São Paulo, ainda falta um pouco de mais de marketing para mostrar ao consumidor que temos carros populares competitivos tanto em preço como em qualidade", comentou.
O modelo 106, com motor 1.0, que será produzido na fábrica a ser inaugurada em Porto Real (RJ), no fim de 2000, segundo ele, deverá ter o mesmo preço que os modelos Uno (Fiat) e Corsa (GM). O modelo 106 será produzido com motor Renault adaptado para a Peugeot.
A fábrica, segundo o diretor-superintendente da empresa, não deverá atender ao Mercado Comum do Cone Sul (Mercosul). Com investimento de US$ 1 bilhão, terá capacidade de produção de 100 mil carros por ano destinados totalmente ao mercado interno.
"Acreditamos no potencial de consumo do mercado brasileiro; isso se comprova pelo fato de que, em nenhum momento, mesmo depois da desvalorização cambial e período difícil pelo qual o País atravessou e vem atravessando, sequer fizemos uma alteração no volume de investimentos", comentou.
Ainda segundo ele, a Peugeot mantém uma linha de testes com o modelo 106 movido a álcool. "O álcool combustível é uma boa saída, mas ainda não possui mercado; com os testes que realizamos, estamos aptos a desenvolver este motor de imediato; assim que houver demanda por este produto, colocaremos o 106 a álcool no mercado", afirmou.


