São Paulo, 20 (AE) - A francesa Peugeot, que já é a sétima do mercado brasileiro de automóveis, com 1,3% das vendas, acaba de entrar num segmento até agora dominado pelas montadoras tradicionais, os frotistas. A empresa entrega amanhã o primeiro lote de 205 veículos que vendeu para a indústria química Akzo Nobel.
A crise que atinge as montadoras mais antigas continua ajudando as novas marcas. Os chamados "newcomers" - nome dado aos fabricantes que estão construindo fábricas no País, não estariam tão bem se o mercado estivesse aquecido porque não teriam como concorrer com o ritmo de produção das grandes.
As vendas da Peugeot somaram este ano crescimento de 55% ante uma retração de 22,6% do mercado global. Segundo o superintendente da empresa, Cees Hermanns, a Peugeot vai fazer de tudo para vender 18 mil veículos no Brasil este ano, 55% mais que em 1998, independentemente do tamanho do mercado. "Se o acordo emergencial não for renovado, o mercado pode cair para menos de 1 milhão de unidades", previu.
Para avançar no mercado, a estratégia da Peugeot consiste principalmente em ampliar a rede de concessionários autorizados - que passou de 79 em 1998 para 84, devendo somar 120 até dezembro. A montadora já concluiu a terraplenagem da fábrica que está construindo no Rio de Janeiro para produzir o modelo 206, que hoje importa da França, para concorrer com os carros pequenos nacionais.
O Peugeot 206 com motor 1.6 passou à frente do Corsa em abril e já soma, desde o lançamento, dia 27 de março, a venda de 2 mil unidades. É este mesmo modelo que venceu o contrato da frota da Akzo. Segundo Hermanns, para conquistar esse frotista, a empresa garantiu manutenção e entrega de peças rápidas, uma preocupação comum do consumidor em relação aos importados. A frota da Akzo será administrada pela Lease Plan, uma empresa do ABN Amro Bank.

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