São Paulo, 18 (AE) - O País inicia finalmente sua reestruturação na área petroquímica, com a busca de formação de pólos regionais fortes, como o Pólo Gás do Rio de Janeiro, com as participações dos Grupos Suzano, Unipar e Petrobrás. No Sul, com Odebrecht e Ipiranga, contando ainda com a Perez Companc. Ou ainda a Odebrecht com o Grupo Ultra no no novo Pólo Petroquímico de São Paulo, próximo a Paulínia. Esta nova configuração, deverá estar definida no primeiro semestre de 2000.
Esta reestruturação que ocorrerá agora, que nasceu de um plano do BNDES, não é bem o que o Banco desejava, mas sim o que o mercado quer, disse um executivo de uma companhia petroquímica envolvida nessa movimentação. Alguns bilhões de dólares deverão girar nos negócios, que poderão até ser escambos, ou seja, simples trocas de ativos, fortalecendo empresas.
Dentro desta nova configuração, companhias internacionais como a Eastman, Dow Química ou Solvay deverão participar ativamente. A Dow Química já se manifestou interessada em companhias de Camaçari, que estão à venda. Tudo isto está sendo analisado pelas direções das empresas a partir de agora, com mais intensidade. A análise também passa pela competição no Mercosul.

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