Petroquímica: Megaprojeto está parado por atraso no financiamento
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de dezembro de 1999
Por Viviane Mottin 
São Paulo, 12 (AE) - Embora o diretor financeiro do Megaprojeto, Roberto Perez, garanta que o cronograma de implantação do projeto de exploração de gás na Argentina esteja seguindo normalmente, fontes do mercado dizem que a última fase do Mega está parada, por atraso no financiamento. Por isso, a unidade de fracionamento de etano e propano (insumos petroquímicos obtidos a partir do gás) ainda não teria começado a sair do papel. Essa unidade receberá o gás captado pelo Mega em Neuquem e transportado até Bahía Blanca por um gasoduto de 600 quilômetros - fases iniciais do projeto, já concluídas. O gás é o insumo que a Dow usará no pólo de Bahía Blanca para produzir polietileno (plástico para embalagens flexíveis, por exemplo), a partir de 2000.
O valor total do empreendimento é de US$ 472 milhões. Segundo Perez, 30% do valor foi aporte próprio das sócias do Mega (YPF, Petrobras e Dow Chemical). "E os outros 70% foram captados pelo lançamento de bônus e por financiamento, em 29 de junho deste ano", explica o diretor financeiro, dizendo que a conclusão da unidade fracionadora e, portanto do projeto, só acontecerá no final de 2000. Porém, se a construção da unidade separadora já estivesse em andamenteo, ficaria pronta no início do próximo ano.
Fontes do setor petroquímico informam que parte do aporte de crédito para o investimento ainda não foi realizado porque as instituições financeiras primeiro exigiram garantias de empresas de atuação internacional (do trio, só a Dow age globalmente). Diante da impossibilidade do aval, foi acordado que cada uma das sócias daria garantias individuais e em conjunto. Por isso, estaria ocorendo o atraso nas obras.


