Petróleo para outubro sobe a US$ 23,20 por barril
Nova York, 09 (AE-DOW JONES) - Os contratos futuros de petróleo e derivados voltaram a subir na New York Mercantile Exchange (Nymex) nesta quinta-feira (09). O mercado reagiu aos relatórios semanais do American Petroleum Institute (API) e do Departamento de Energia sobre o nível dos estoques estratégicos dos Estados Unidos.
Ontem à noite, o API informou que os estoques de petróleo cru sofreram uma redução de 5,966 milhões de barris, para 311,696 milhões de barris, na semana até 3 de setembro. As importações norte-americanas reduziram-se em 1,027 milhão de barris por dia, para 8,236 milhões de barris por dia.
Hoje pela manhã, o relatório do Departamento de Energia indicou uma queda de 4,5 milhões de barris nos estoques, para 313,3 milhões de barris. Outro fator positivo para os preços é a expectativa de que os países da Opep mantenham, pelo menos até março do ano 2000, os acordos para cortes na produção.
"A Opep está dizendo todas as c oisas certas sobre a adesão aos cortes de produção. Poucos preocupam-se com a possibilidade de a Opep decidir elevar a produção na reunião do fim de setembro. Ao mesmo tempo, muitos estão confiantes de que a demanda vai crescer mais ainda no quatro trimestre", comentou o analista Tom Bentz, da Paribas Futures.
"As expectativas são de desabastecimento global de petróleo no fim do quatro trimestre deste ano e no primeiro trimestre de 2000", disse Nizam Sharief, diretor de pesquisa da Hornsby & Co.
Pela manhã, os contratos de petróleo para outubro ultrapassaram os US$ 23,15 por barril alcançados em outubro de 1997; na máxima do dia, os contratos para outubro alcançaram os US$ 23,33 por barril, nível mais alto desde fevereiro de 1997. Com isso, foi completada a recuperação em relação aos 14 meses de queda que culminaram em dezembro do ano passado, em US$ 10,35 por barril.
Alguns analistas ouvidos pela Dow Jones disseram acreditar que o mercado tem espaço para subir ainda mais; para eles, poderá haver alguma realização de lucros nos próximos dias, mas os preços poderão superar os US$ 24 por barril ainda antes da reunião da Opep, no dia 22.
Outros, porém, acreditam que os preços deverão cair. "Há uma certa urgência no mercado neste momento, com os distribuidores de óleo para aquecimento formando seus estoques para o inverno e as refinarias querendo mais petróleo, para poder atender àquela demanda. Mas, quando essa urgência acabar, acho que o mercado estará pronto para uma correção pesada", disse o analista Peter Beutel, da Cameron Hanover.
Para Sharief, a correção virá quando a Opep perceber que precisa aumentar a produção. "A Opep não quer que preços muito altos atraiam novos fornecedores. Quando etrarmos na faixa de preços de US$ 25 a US$ 30, é provável que a Opep ele ve consideravelmente a produção. É aí que os preços vão sofrer uma forte queda", afirmou.
Os contratos de petróleo para outubro fecharam a US$ 23,20 por barril, em alta de US$ 0,54. A mínima foi em US$ 22,58 e a máxima em US$ 23,33.





