Nova York, 14 (AE-DOW JONES) - Pela primeira vez desde a Guerra do Golfo, os contratos futuros de petróleo fecharam acima de US$ 30,00 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).
De acordo com traders, as preocupações com a oferta aumentaram diante da relutância da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em elevar a produção.
Os contratos de petróleo para março chegaram a atingir a máxima de US$ 30,30 o barril - nível mais elevado já registrado desde janeiro de 1991.
A alta acima dos US$ 30,00 o barril foi desencadeada pelas declarações do diretor da divisão de pesquisa da Opep, Shokri Ghanem, de que o grupo prorrogaria o acordo de redução da produção para além de março.
De acordo com Ghanem, "entre os membros da Opep está crescendo o apoio à prorrogação do acordo de corte da produção". Ele ainda desmentiu os rumores do mercado de que os principais produtores já tivesse concordado em elevar a produção após a reunião da Opep, marcada para 31 de março.
Outro fator que impulsionou o mercado foi a nova ameaça do Iraque em interromper suas exportações caso o Conselho de Segurança da ONU não aprove o uso de alguns milhões de dólares obtidos com a venda da commodity para o país adquirir equipamentos para a indústria petrolífera.
O governo de Bagdá argumenta que não poderá manter a produção nos níveis atuais sem uma melhora no seu sistema. Os contratos de petróleo para março fecharam a US$ 30,25 o barril, com alta de US$ 0,81. A mínima foi de US$ 29,35 e a máxima, de US$ 30 30.

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