Petróleo para março fecha em alta a US$ 27,64 o barril
Nova York, 31 (AE-DOW JONES) - Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta na New York Mercantile Exchange (Nymex). Os contratos de óleo para aquecimento de edifícios para fevereiro fecharam também em alta após uma sessão extremamente volátil.
Esses contratos chegaram a atingir a máxima de US$ 0,9975 o galão - nível mais alto desde outubro de 1990 -, para depois fecharem em US$ 0,9520, com alta de 269 pontos. Os contratos de óleo para março também subiram, para US$ 0,7434 o galão - o que representa uma alta de 107 pontos.
No entanto, os contratos de óleo para marços indicam que o mercado está mais calmo com relação as perspectivas futuras. A expectativa de que o aumento de preços da semana passada poderia levar os Estados Unidos a importarem óleo para aquecimento e ainda aumentasse o lucro das refinarias o suficiente para estimular as companhias a elevarem a produção, evitaram que o pânico de oferta dos contratos de óleo para fevereiro passasse para os de março.
Os futuros de petróleo também subiram apesar da aparente pressão em Washington para que seja permitido o uso dos estoques estratégicos do país (conhecidos como SPR).
A idéia é permitir que as companhias petrolíferas tenham acesso aos SPR agora para ajudar a reduzir as preocupações com relação a oferta.
Mais tarde, quando os preços estiverem em níveis aceitáveis, essas companhias iriam repor as reservas com um volume de petróleo superior ao sacado. As reservas estratégicas norte-americanas somam 565 milhões de barris estocados no Texas e na Louisiana.
A lei local prevê que essas reservas sejam usadas apenas em caso de emergência nacional. No entanto, em 1996, a administração do presidente Bill Clinton estabeleceu um precedente para possibilitar o uso das reservas para conter uma forte alta dos preços.
Contudo, a Casa Branca foi cautelosa ao comentar tal possibilidade, afirmando que "nada é iminente nem mesmo está próximo de ocorrer".
O secretário de Energia dos EUA, Bill Richardson, disse à Dow Jones que o uso das SPR não estavam "num nível sério de discussão".
"Nada é oficial e, provavelmente, haverá ainda muito debate sobre a questão", disse Tom Bentz, analista de energia da Paribas em Nova York.
Os contratos de petróleo para março fecharam em US$ 27,64 o barril, com alta de US$ 0,42. A mínima foi de US$ 26,70 e a máxima, de US$ 27,90.





