Nova York, 10 (AE-DOW JONES) - Os contratos futuros de petróleo registraram forte baixa na New York Mercantile Exchange (Nymex), pressionados pela notícias de renovação do programa de exportação do Iraque.
No entanto, muitos analistas acreditam que essa tendência de queda irá enfraquecer tão logo o mercado volte sua atenção para o cenário de déficit de oferta.
Antes do fechamento, os contratos de petróleo para janeiro haviam caído US$ 0,95, para US$ 25,02 o barril, e os futuros chegaram a atingir a mínima de US$ 24,60.
Depois de três semanas de indefinições, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a concessão de uma nova fase de seis meses no programa de exportação de petróleo do Iraque.
Durante esse período de indefinições, o Iraque deixou de exportar cerca de 2,3 milhões de barris de petróleo por dia.
As exportações dessa nova fase, com vigência entre 12 de dezembro e 8 de junho, deverão ser retomadas, no mais tardar, na próxima quarta-feira.
Embora a perspectiva de retomada das exportações do Iraque ajude a reduzir os temores em relação a oferta, muitos analistas alertam que não houve mudança nos fundamentos.
Antes da ausência do petróleo iraquiano, os contratos para janeiro estavam sendo negociados bem acima dos US$ 26,00 o barril. Essa cotação foi construída pelas expectativas de déficit na oferta devido à melhora na taxa de adesão ao acordo de redução da produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aumento da demanda no quarto trimestre do ano.
Para o analista da Pegasus em Nova York, Tim Evans, preços abaixo de US$ 25,00 o barril são uma barganha. Evans acredita que os estoques de petróleo dos EUA continuarão a cair a níveis extremamente apertados, para 285 milhões de barris, de 300 milhões de barris registrados no último relatório semanal do American Petroleum Institute (API).
Ironicamente, o desfecho da questão Iraque deu aos investidores que apostam na alta do mercado mais uma razão para otimismo.
"A oferta está realmente limitada e o petróleo iraquiano ficou fora do mercado por mais de duas semanas. Provavelmente veremos os efeitos dessa ausência nas próximas semanas", disse John Kilduff, vice-presidente da Fimat USA em Nova York.
Os contratos de petróleo para janeiro fecharam em US$ 25,23 o barril, queda de US$ 0,92. A mínima foi de US$ 24,60 e a máxima, de US$ 26,15.

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