Nova York, 02 (AE-DOW JONES) - Os contratos futuros de petróleo voltaram a subir e recuperaram grande parte das perdas sofridas no início da semana na New York Mercantile Exchange (Nymex). De acordo com traders, as preocupações com relação a oferta voltaram a pressionar o mercado.
A ausência das exportações de petróleo do Iraque, a melhora na taxa de adesão ao acordo de corte de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em novembro e a tendência de queda dos estoques norte-americanos ajudaram o mercado a varrer o sentimento de baixa do início da semana.
Entre segunda e terça-feira, os contratos de petróleo para janeiro haviam caído US$ 2,28 o barril, para US$ 24,59. Essa queda foi, em grande parte, devido às especulações de que o Iraque retomaria, em breve, suas exportações.
Depois, os futuros de petróleo subiram US$ 0,41 na quarta-feira e mais US$ 0,82 na sessão de hoje, par a US$ 25,82 o barril. O Iraque interrompeu suas exportações no dia 22 de novembro, dois dias depois de ter rejeitado a proposta da ONU de estender o programa de venda da commodity por mais duas semanas.
Na época, Bagdá disse que uma extensão de duas semanas não tinha sentido e que ao país apenas interessava uma nova fase de seis meses. No entanto, a aprovação de um novo programa de exportação de seis meses para o Iraque divide o Conselho de Segurança da ONU.
Os EUA querem, primeiro, a concessão de uma extensão de uma semana para debater a questão da inspeção de armas no Iraque. No entanto, outros membros do Conselho, como França, Rússia, China, Malásia e Gabão, defendem a concessão de uma nova fase de seis meses ao Iraque.
Muitos analistas acreditam que a ausência do Iraque no mercado não passará da próxima semana, enquanto que outros já prevêem um período mais longo. "Não há nenhuma p robabilidade de ter petróleo iraquiano no mercado até o próximo ano", disse o analista da Global Energy Futures, Nauman Barakat.
Essa constatação e a melhora na taxa de adesão ao acordo da Opep, que em novembro voltou a ficar acima de 90%, levaram à nova alta do mercado. Os contratos de petróleo para janeiro fecharam a US$ 25,82 o barril, alta de US$ 0,82. A mínima foi de US$ 24,97 e a máxima, de US$ 25,85.

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