Petróleo fecha em queda a US$ 20,90 o barril
Nova York, 08 (AE-DOW JONES) - Os contratos futuros de petróleo registraram a maior perda num único dia desde o final da Guerra do Golfo na New York Mercantile Exchange (Nymex). Os contratos de petróleo para novembro vêm sendo pressionados por notícias negativas desde a semana passada, que reverteu o sentimento de alta do mercado. Os contratos haviam alcançado a máxima de US$ 25,12 o barril em 29 de setembro.
A gota dágua para o sentimento do mercado foi quebra da linha de tendência de alta que prevalecia desde fevereiro. Isso foi um claro sinal aos grandes especuladores, incluindo fundos, que entraram no mercado quando este estava subindo, para liquidar suas posições. "O mercado vinha atrasando uma forte correção há tempos e a quebra da linha de tendência nos deu um motivo", disse Tom Bentz, da Paribas Futures, em Nova York.
Os comentários do presidente dos EUA, Bill Clinton, de que estaria conside rando usar as reservas estratégicas de petróleo do país para evitar uma alta dos preços do óleo para aquecimento de edifícios no inverno, não afetaram o mercado. Essas declarações foram consideradas irônicas, uma vez que os futuros já vinham registrando perdas. No entanto, analistas ouvidos pela Dow Jones dizem que os fundamentos continuam fortes, com a chegada do quarto trimestre do ano - período de pico no consumo de petróleo e seus derivados. Eles dizem que quando os primeiros ventos de inverno atingirem os EUA, é provável que os preços retomem uma tendência de alta.
No entanto, os analistas não acreditam que os futuros de petróleo possam subir até a casa dos US$ 25,00 o barril. "Negociamos com preços acima de US$ 25,00 em apenas 12% do tempo, desde que a Nymex começou a negociar os contratos de petróleo em 1983", disse Tyler Dann, do Banc of America Securities, em Nova York. Para o s analistas, os futuros de petróleo deverão variar entre US$ 20,00 e US$ 22,00 o barril no resto do ano, desde que a adesão dos países membros da Opep ao acordo para redução da produção mantenha-se acima de 70% e que o inverno no hemisfério norte seja normal.
Os contratos de petróleo para novembro fecharam em US$ 20,90 o barril, queda de US$ 1,55, o nível mais baixo desde final de agosto. A mínima foi de US$ 20,71 e a máxima, US$ 22,46. Os derivados seguiram essa queda. Os contratos de gasolina para novembro caíram 361 pontos, para US$ 0,5915 o galão, maior baixa desde 22 de julho. Os contratos de óleo para aquecimento de edifícios para novembro caíram 374 pontos, para US$ 0,5372 o galão, maior baixa desde 26 de agosto.





