Petroleo bate novo recorde e preço chega a US$ 33,077/Mar, 13:35 São Paulo, 07 (AE-Ansa) - O preço do barril de petróleo bateu novo recorde hoje ao chegar em Nova York a US$ 33,07 contra os US$ 32,18 de ontem, também na New York Merchantile Exchange (Nymex). É o maior preço desde a guerra do Golfo. Analistas, também no Brasil, estão creditando ao novo aumento as informações desencontradas sobre um possível aumento de produção diário da commodity por parte de alguns países produtores. O deputado Delfim Neto (PPB-SP), economista, não acredita que mesmo recuando, os preços do petróleo caiam abaixo de US$ 25. Também para agitar o mercado, serve a expectativa para a reunião da Organização dos Produtores e Exportadores de Petróleo (Opep) programada para o próximo dia 27, quando poderá ocorrer um aumento na produção de petróleo. Pelo menos em alguns dos países produtores como o Kuwait, México, Venezuela e Arábia Saudita. Preço - O petróleo abriu a manhã em US$ 32,57 o barril, mas em seguida subiu ainda mais e chegou aos US$ 33,07. O preço do petróleo, segundo os mesmos analistas consultados hoje pela Agência Estado, acreditam que o preço do barril chegue no máximo aos US$ 35, não devendo alcançar os US$ 40 praticados na guerra do Golfo. No Brasil, o novo aumento preocupa, porque pode ter repasses internos. O ex-ministro Delfim Neto disse que a Petrobras ainda é "uma caixa preta" em termos de contas e por isso mesmo não se sabe o quanto pode fazer pela sociedade, ao reduzir o repasse do aumento internacional aqui dentro. Segundo ele, todos sabem que o barril de petróleo a US$ 33 é um preço irreal e seu custo de produção também é irreal. "O Brasil consome diariamente cerca de 300 mil barris importados, nada mais do que isto. A Petrobrás produz hoje cerca de 60% das necessidades nacionais. O governo pode pensar em algo sobre como evitar que se contamine a economia com estes ajustes internacionais". Em sua opinião, agora os Estados Unidos "deverão pressionar os países produtores como o México e a Arábia Saudita para que ampliem suas produções e com isto se reduza o preço do produto". Delfim entende que "com um aumento como este, o mundo busca se organizar e isso acaba por levar a uma queda nas compras de petróleo, o que deve reduzir o preço do produto". É isoto o que deve ocorrer, mas leva algum tempo". (Colaborou do Brasil Milton F.da Rocha Filho)