Petroleiros venezuelanos marcam greve para segunda-feira
Caracas, 09 (AE-DOW JONES) - Os 70 mil petroleiros da Venezuela entram em greve, por tempo indeterminado, na próxima segunda-feira em sinal de protesto contra a decisão da estatal Petróleos de Venezuela de congelar os salários dos 33 mil trabalhadores horistas este ano. A paralisação foi aprovada em assembléia realizada hoje pelos sindicatos da categoria e deverá dificultar a venda de petróleo para os Estados Unidos, maior consumidor do produto produzido na Venezuela. O país produz diaramente cerca de 2,72 milhões de barris de petróleo.
Carlos Ortega, presidente da Federação de Trabalhadores Petroleiros da Venezuela (Fedepetrol), disse hoje que as atividades deverão ser suspensas também por causa da decisão da empresa de ignorar os aumentos salariais por mérito previstos na convenção coletiva de trabalho da categoria. Na terça-feira a nova direção da estatal, indicada pelo presidente Hugo Chaves no dia 9 de fevereiro, havia comunicado a decisão de congelar os salários de 33 mil trabalhadores horistas e empregados administrativos para reduzir os custos.
A estatal tem cerca de 40 mil empregados diretos, mas terceiriza centenas de tarefas que também serão paralisadas. O presidente do sindicato dos trabalhadores nas indústrias petroquímicas e de derivados de petróleo, Rafael Hernández, também aprovou a greve e assegurou a participação de seus associados na paralisação.





