Petroleiros fazem protestos
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sexta-feira, 16 de março de 2001
De São Paulo 
Funcionários da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, realizaram ontem pela manhã um protesto para homenagear as vítimas do acidente na plataforma P-36, na bacia de Campos. Eles atrasaram em duas horas o início das atividades na refinaria, onde a Petrobras tem cerca de 580 funcionários.
Além disso, cerca de cem manifestantes realizaram um ato em frente à refinaria. Eles fizeram um minuto de silêncio em memória das vítimas do acidente e espalharam faixas com queixas sobre as condições de trabalho.
Cerca de 1.500 petroleiros baianos, segundo estimativa do sindicato da categoria, fizeram uma manifestação em Candeias e em Camaçari (cidades da região metropolitana de Salvador) em protesto à explosão da plataforma P-36, no Rio de Janeiro. Com faixas e cartazes, os petroleiros baianos responsabilizaram a Petrobras pelo acidente e exigiram a punição dos culpados.
Na refinaria de Presidente Bernardes, em Cubatão, os trabalhadores interromperam as atividades entre 7h30 e 9h30, reivindicando mais segurança e melhores condições de trabalho. Durante toda a semana, eles usarão uma tarja preta em protesto pela morte do petroleiro na bacia de Campos.
Os petroleiros da Refinaria de Paulínia (Replan) fizeram uma paralisação de duas horas hoje pela manhã na entrada da refinaria para protestar contra o acidente na plataforma da Petrobras.
A Replan informou que a produção e a distribuição de petróleo e derivados não foram afetadas pela paralisação.
Segundo a direção da Replan, os funcionários que trocariam de turno retardaram a saída até que os trabalhadores paralisados ocupassem seus postos.
Funcionários da Refinaria Gabriel Passos, em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, fizeram um protesto durante a troca de turno na parte da manhã. Uma das entradas da refinaria foi fechada. Os funcionários receberam dos sindicalistas um folheto e uma fita preta.
Segundo o Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais, estão faltando funcionários especializados na Petrobras. A manutenção preventiva dos equipamentos não é adequada. Falta treinamento de segurança para funcionários terceirizados. (A.F.)


