São Paulo- A partir da zero hora de hoje, quinta-feira, os trabalhadores petroleiros realizam paralisação nacional de 24 horas, e caso não sejam atendidos em uma reivindicação específica, poderão fazer greve - sem data definida.
Os petroleiros reivindicam pagamento de Participação nos Lucros e Resultados de 25% do total pago como dividendos aos acionistas da Petrobras, enquanto a estatal propõe remunerar com 13,6%.
Na Bahia, as paralisações deverão acontecer em todas as unidades da empresa: RLAM (Refinaria Landulfo Alves), Conjunto Pituba, Fafen, Transpetro e Unidades de Negócios (localizadas em Candeias, São Francisco do Conde, Entre Rios e outras cidades do inter ior), informou agora à tarde a Federação Única dos Petroleiros (FUP).
Os petroleiros reivindicam a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) máxima, igual para todos e paga integralmente no mês de abril. A paralisação, referendada em assembléias por petroleiros de todo o Brasil, acontece no mesmo dia em que os acionistas da companhia se reúnem na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, para aprovar além do balanço financeiro do ano passado, o valor destinado ao pagamento da PLR dos trabalhadores.
A FUP e sindicatos filiados, referendados pela decisão dos petroleiros, não aceitam a redução do que já foi conquistado. ''Se o lucro atingiu o valor recorde de R$ 17,9 bilhões, então a parte que corresponde aos trabalhadores também tem de aumentar''.
O calendário e estratégias de mobilizações foram aprovados durante o Conselho Consultivo, que é formado por representantes de todos os Sindicatos e da FUP.
A direção da empresa teve sua proposta rejeitada por 80% da categoria representada por 11 dos 17 sindicatos do petróleo -- somente seis aprovaram.

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