Curitiba - A Refinaria da Petrobras em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, vai receber uma das maiores parcelas dos investimentos previstos pela estatal brasileira até 2011. Segundo a Secretaria Estadual da Fazenda, serão US$ 2,1 bilhões nos próximos cinco anos. A Refinaria Presidente Vargas ou Repar, como é conhecida, já responde sozinha por 21,9% de todo o ICMS arrecadado no Paraná, informa a secretaria.
Os novos investimentos na refinaria de Araucária fazem parte de um programa da companhia para manter-se competitiva no mercado internacional de derivados de petróleo e adequar-se às futuras fases da legislação ambiental.
A Repar, que possui atualmente 600 empregados próprios e 450 contratados, vai criar cerca de 17 mil postos de trabalho diretos até 2011. Está prevista a construção de um conjunto de 19 novas unidades dentro da refinaria, que vão produzir coque de petróleo, gasolina e diesel, gás de cozinha, propeno e hexano, além de aumentar em 10% sua capacidade de produção.
Hoje, a refinaria é responsável por cerca de 12% da produção nacional de derivados de petróleo, com capacidade para processar 32 milhões de litros por dia e abastecer o Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, além da região sul de São Paulo.
Os novos empreendimentos da Repar aumentarão a capacidade de processamento da refinaria de 32 para 35 milhões de litros diários de petróleo. Quase metade do investimento de US$ 2,1 bilhões será aplicada em um complexo que vai converter óleo combustível em diesel, gás combustível, GLP (gás de cozinha), gasolina, coque e gasóleo.
Além de aumentar o refino de petróleos nacionais mais pesados, o complexo vai adequar a produção de derivados de petróleo, com a substituição do óleo combustível pelo gás natural, e assim produzir diesel de melhor qualidade.
Esse processo vai reduzir a concentração de enxofre no óleo diesel de 2000 ppm (partes por milhão) para 50 ppm. O benefício direto é a melhoria da qualidade do ar. Na Região Metropolitana de Curitiba, onde circulam em média 1.850 ônibus por dia, a redução levará a emissões equivalente a apenas 50 ônibus rodando nas mesmas condições de hoje.
As obras do complexo começam em novembro de 2007 e o início da operação está previsto para julho de 2009, período em que serão gerados mais de 7 mil postos de trabalho diretos.

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