São Paulo, 21 (AE) - A Petrobrás ficará com 17% e o BNDESPar com 16% do capital total do Pólo Gás Químico do Rio de Janeiro. Entre os grupos privados, majoritários no empreendimento, a Suzano e o Unipar ficarão com 33% cada um. O anúncio será feito na próxima terça-feira, quando serão assinados os contratos com a presença do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Fonte próxima à negociação disse que o consórcio internacional liderado pela ABB Lumus fará as obras de construção e de montagem do Pólo Gás do Rio, onde será investido cerca de US$ 1 bilhão. O Pólo Gás, que utilizará o gás da Bacia de Campos, será o maior investimento industrial a ser anunciado este ano no Rio de Janeiro.
Negócios -As indústrias petroquímicas dos Grupos Mariani e Odebrecht, em Camaçari (BA), à venda no primeiro semestre, devem provocar uma grande corrida por parte de companhias nacionais. A Dow Química é outra interessada, segundo o seu presidente no Brasil, Peter Berner. A Dow Química aguarda decisão do Cade sobre a compra da Union Carbide no Brasil, o que permitirá à companhia deter participação de cerca de 13% na Petroquímica União, instalada no ABC paulista.
Desde o ano passado, até o final de 2000, a Dow tem investimentos programados de US$ 150 mi no Brasil, excluindo fusões e aquisições. O plano de reestruturação do setor petroquímico elaborado pelo BNDES poderá investir neste processo cerca de R$ 1,7 bi. A idéia é dar mais competitividade à indústria petroquímica do País, criando grandes players.

mockup