Petrobrás tem dificuldade para compor nova diretoria
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domingo, 18 de abril de 1999
Por Ana Paula Nogueira 
Rio, 19 (AE) - A Petrobrás está encontrando dificuldades para escolher a nova diretoria. Hoje foi adiada, pela segunda vez, a reunião do Conselho de Administração da estatal, que tem como prioridade a escolha dos principais executivos. Esta seria a primeira reunião presidida pelo ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, e composta por mais oito membros, entre eles o presidente executivo, Henri Philippe Reichstul, e o ministro do Orçamento, Pedro Parente.
Segundo uma fonte da Petrobrás, o Conselho estaria procurando pessoas de nome no mercado, mas encontrando dificuldades, uma vez que o salário de diretor da estatal está fixado em torno de R$ 10 mil mensais. "Acho que a Petrobrás terá que abrir esse valor se quiser trazer alguém realmente de peso", ressaltou a fonte.
Com a mudança do estatuto, os diretores da empresa deixaram de ser escolhidos pelo presidente da República. A idéia é tornar os cargos mais técnicos e menos políticos.
A primeira frustração do Conselho ocorreu há cerca de um mês, quando a estatal teria convidado para o lugar de Orlando Galvão, diretor Financeiro e de Relações com o Mercado, Vitor Hallack, do banco Bozano,Simonsen. O executivo teria a princípio aceitado a oferta, mas depois decidiu permanecer no banco. Comenta-se que o Bozano fez uma contraproposta para ficar com Hallack.
Além de almejar uma diretoria mais profissional, o Conselho de Administração da Petrobrás certamente vai querer trocar os cargos mais ligados ao antigo presidente da estatal, Joel Rennó, que tinha uma visão diferente do atual executivo, Reichstul. Na semana passada, Orlando Galvão se antecipou à decisão do ministro e pediu demissão.
Outras diretorias estratégicas que deverão ter seus titulares substituídos são a de Exploração e Produção, hoje ocupada por Antônio Agostini, e a Comercial, ocupada por Percy Louzada.


